Blog do Clube de Desporto e Aventura Margem Sul. As nossas aventuras nas provas de orientação e corridas de aventura contadas em primeira mão.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Dão-se Cãezinhos

Olá eu sou uma cadelinha que teve 6 filhotes numa fábrica de tintas. Aqui sou muito bem tratada mas não podem ficar-me com os filhotes e por isso tenho que arranjar muito rapidamente donos para eles. Já me prometeram que me vão esterilizar e que ficam comigo. Os meus filhotes são uma fofura, 4 meninas e 2 meninos, 5 castanhos e um preto. Nasceram no dia 15 de Outubro e estão agora a começar a comer sozinhos.


Aqui vão algumas fotografias deles:

Esta é uma das meninas que vai ficar pequenina como eu. Tem o pelo curto, é muito brincalhona e tens uns olhos lindos. Saí a mim, é claro!!!!







Este é um dos meninos. É reguilas como o pai e vai ficar todo giraço como ele. Vai ficar maior que eu.







Esta é outra fofinha. Vai também ficar maior do que eu e adora receber carinhos.

Se quiserem ver os outros ao vivo ou mais fotografias enviem um mail para o meu amigo que me anda a tratar. Muito obrigado.

Nuno Ribeiro, 936266016
n.ribeiro@euronavy.net

terça-feira, novembro 22, 2005

I OPEN DO ENTRONCAMENTO

O Entroncamento, Cidade Ferroviária, foi palco de mais uma prova pontuável para o Ranking Regional Sul e Troféu Regularidade organizada pelo CLAC.

Para começar bem mais um fim de semana de orientação nada melhor que “falhar” a 1ªsaida da auto-estrada em direcção ao Entroncamento, a partir da qual havia sinalização e começar desde logo a primeira etapa de orientação, desta vez sem mapa e tendo como meio de locomoção o automóvel. Após alguns minutos de reconhecimento involuntário da área urbana da cidade, eis que passa um carro num cruzamento devidamente identificado com as famosas mini-balizas da “Silva”, sim eu também tenho uma, e toca a ir na cola que ainda não estamos em prova, e ele deve saber para onde vai……

Resolvido o problema de descobrir o local de concentração faltava agora descobrir o Secretariado para fazer o pagamento das inscrições, o que também não se revelou muito fácil…. e como eu estava quase em cima do meu horário de partida deixei essa tarefa para a Marisa, assim fez logo um pequeno aquecimento : )))

O 1ºdia de prova foi de distância média, realizada num mapa com zonas bastante diversificadas de relevo médio, com partida e chegada no “Parque do Bonito”, passando por zonas de pinhal, eucaliptal, áreas abertas, pomares e algumas vinhas. O CDAMS foi representado pela Marisa e Cristina em Sen Fem, o Nelson em Sen A, o Miguel em Sen B, o António Filipe em Vet Masc I e ainda o Miguel Ângelo em Open FL.




Obrigado também á Marina e ao Paulo que esperaram pacientemente pela chegada de todos os atletas e tiraram algumas fotos bastante bonitas como as seguintes no “Parque do Bonito”.

Local de chegadas no Parque do Bonito
António Filipe no sprint final


O 2º dia de prova foi de Sprint “Park Orienteering”, realizado na Cidade do Entroncamento, com partidas em massa e percurso realizado no recentemente bastante utilizado estilo “vela de moinho”, com partidas e chegadas em frente á Câmara Municipal do Entroncamento e 3 passagens no ponto 200 para todos os escalões. Neste dia representaram o CDAMS a Marisa, Cristina, Nelson e Miguel nos respectivos escalões e ainda a Marina em Open FL.

Desta vez a organização permitiu que os atletas consultassem o mapa um minuto antes da partida, o que permitiu antecipadamente decidir o rumo a tomar, e fez com que ao sinal de partida todos os atletas partissem a grande velocidade.

Mesmo com um minuto para consultar o mapa fui directo para o ponto 7, é que entre procurar fugir aos “galgos” e ver a sinalética que estava precisamente no lado contrário do mapa, fui levado pela corrente e só dei pelo lapso quando vi o número da baliza, que era o 101 e não o 102 que eu procurava…..parece que o Miguel fez exactamente o mesmo. Perdidos aqui pelo menos 30 seg fiz todo o resto de percurso praticamente sozinho, o que neste caso significa que tinha ficado para trás em relação aos meus concorrentes….. não contente com o primeiro erro e a caminho do ponto 4 analiso o mapa e vejo que a melhor opção para o ponto 5 é passar por um “labirinto” subterrâneo (era na realidade uma galeria comercial). Podem não acreditar, e mesmo eu ainda estou a pensar como fui capaz de entrar num parqueamento subterrâneo !!!! Sim….mesmo em frente ao ponto 4 e no preciso local onde estava marcada uma passagem inferior no mapa estava um portão de garagem aberto, e em primeira análise, ainda que com algumas dúvidas, pareceu-me ser a opção correcta,… mais uma burrice,…. até as luzes da garagem eu andei a acender e por sorte quem sabe não fiquei lá fechado……começo a ficar traumatizado com passagens inferiores, nas últimas provas tenho tendência para não as encontrar,…..á primeira : ((
O resto do percurso decorreu sem mais incidente mas com minutos preciosos já perdidos e sem hipóteses de recuperação.

E agora venha o Alandroal…….

terça-feira, novembro 15, 2005

1º TROFÉU DE ORIENTAÇÃO DE LAGOA


Que belo fim de semana para fazer uma prova na zona costeira do Algarve, como podem confirmar na foto. A Juventude Desportiva das Fontainhas organizou nos dias 12 e 13 de Novembro mais uma prova desta vez pontuável para a Taça de Portugal e Troféu Regularidade em terras algarvias.



Local da concentração no primeiro dia


1º Dia - Caramujeira, distância longa

Para começar foi uma aventura tentar descobrir em qual dos , talvez quinze, sacos de plástico estava a nossa sinalética. Passado este contratempo e ainda a tentar colocar o papelinho da sinalética no seu local chegou finalmente a altura de pegar no mapa e correr até ao triângulo, durante estes poucos metros deu para perceber qual a rota a tomar para o 1ºCP e também constactar que o mapa que tinha na mão era dominado pela cores azul (do mar) e verde, e com um rendilhado de caminhos e muros que previam uma orientação complicada durante a próxima hora. Num mapa que aparentava ser bastante complexo a orientação foi bastante facil até ao 3ºCP onde andei a "bater terreno" durante 10 minutos até o conseguir encontrar. A Marisa que tinha o mesmo percurso que eu até esse fatidico 3ºCP levou calmamente 8 minutos.

Partida da Marisa

A partir do 3ºCP a orientação não foi tão complicada como de inicio se previa, e tanto eu como a Marisa terminámos a prova sem mais grandes "desorientações".

2º Dia - Lagoa "park-orienteering"

No domingo a prova realizou-se na vila de Lagoa e foi quase de "Super-Sprint". Com o céu já com algumas nuvens o unica solução para não arrefecer antes da partida era fazer um aquecimento quase forçado. Com percursos de 2500 mts para H21B e 2100 mts para D21A e um desnivel de 40mts para ambos, as provas foram bastante rápidas, onde os factores essenciais foram a concentração (para evitar os carros e pessoas que atravessavam á nossa frente) e rapidez (tipo keniano).

sexta-feira, novembro 04, 2005

1.º Raid Oeste BTT Caldas - 30 Outubro 2005


Quando o Nelson me enviou um mail com informação sobre o Raid, pensei eu que os 90 kms com “jeitinho” até se faziam... tal como a Organização, dividi “psicologicamente” os 90 kms em 3 etapas de 25 kms e uma etapa de 15 kms para terminar. Pareceu-me acessível, um ritmo moderado e constante deveria ser suficiente para terminar os 90 kms em 9 horas.

Até aqui tudo muito bem, a teoria parecia simples... é claro que no almoço do CP Natura Trophy, chamaram-me de tudo e mais alguma coisa até de “maluco” e fizeram-me aquele olhar “90 kms ?? Nem sabes o que te espera....Vais é ficar a dormir...”.
Diga-se de passagem que vontade não me faltou, ficar a dormir no Domingo de manha foi uma verdadeira tentação. Mas que se lixe, se não fosse já sabia que ia acordar às 12:00 com a sensação de arrependimento para o resto do dia.

Como há certas coisas que não se explicam agarrei no material e meti-me no carro. A própria viagem até às Caldas estava a ser penosa... no conta kms, reparei que da porta da minha casa até ao Bombarral (Casa do meu Amigo Henrique) são exactamente 90 kms. “Interessante..” pensei eu, comecei a pensar seriamente na palavra “maluco” e nos 90 kms.

Ao chegar ao complexo desportivo das Caldas, dirigi-me ao secretariado para levantar o dorsal. A menina do secretariado perguntou-me se eu escrevia com a mão esquerda ou com a direita. Eu fiz aquela cara de ingénuo (para não dizer cara de parvo) e ela depois explicou-me que tinha a ver com o seguro. Portanto, caso não saibam, ficam a saber... se partirem um braço, que seja o braço com que escrevem... caso contrário, não há seguro para ninguém... e não interessa qual o tipo de trabalho que executem, tem é que ser o braço certo.

Depois de sair do Secretariado, comecei a pensar na palavra “maluco”, 90 kms e em fracturas de braços.
Foi mais ao menos nesta altura que encontrei o Rui Marques, é sempre bom encontrar alguém conhecido em locais “remotos”.
Depois de carregar a mochila com mantimentos para dois dias e atestar a bike com mais de 3 litros de líquidos para a prova, estava preparado para a Partida.

É claro que a Partida não foi dada a horas, pelo que resolvi bocejar os próximos 30 minutos dentro do carro enquanto observava as bikes que passavam para cima e para baixo. Havia bikes para todas as carteiras desde as mais acessíveis até às topo de gama ( E depois havia a minha Bulldozer...).

Quando já estava quase a dormir dentro do carro, o speaker com os seus sons agudos de feedback dava o sinal de reunião para a partida. O Briefing foi dado (não ouvi nada...) e pela conversa de uns colegas à minha frente fiquei a saber que o número de Telefone SOS estava na parte de trás do dorsal. ( em caso de emergência, já sabem... ).

Como este Raid, é um “Passeio” a Partida foi um bocado à “Portuguesa”, começaram a andar numa direcção e o resto do pessoal foi todo atrás... alguns ainda estavam a tirar as Bikes dos suportes dos carros (O verdadeiro Portuga deixa tudo para a última....).
E assim, começou a prova... primeiro pelo centro das Caldas com algum Público surpreendido por ver tanta gente em cima de bicicletas com aquela chuva irritante e depois de atravessar um circuito de manutenção demos entrada na zona “rural”.

Enquanto ia no alcatrão das ruas das Caldas fui ultrapassado por um batalhão de gente que devia pensar que o percurso era de 9 kms em vez dos 90 kms... mas calmo, tranquilo, faz o teu ritmo e não te preocupes com os outros.
Foi nesta fase de aquecimento que reparei que ia carregado que nem um burro. O pessoal levava um camelback dos pequenos e pouco mais, comecei a por em dúvida muito do material que carregava às costas. Mas pronto, agora vamos com calma e logo se vê...

Durante uns tempos encaixei num grupo que mantinha mais ou menos o mesmo ritmo que o meu (coitados).
Como quem vai atrás leva sempre com o pó, neste caso com a lama, assim que começaram os troços de lama/argila foi a loucura total. Nas descidas não haviam travões e nas subidas não havia pernas para ninguém. Devidamente equipado com uns ténis de atletismo, foi um patinar constante nas subidas e descidas. Nesta altura, já tinha um tratamento completo à base de argila (as minhas pernas hoje estão mais macias...). A Bulldozer tinha triplicado de peso com a lama e já tinha passado mais tempo a empurrar a Bike do que sentado nela...

Ao km 8, já não tinha travão de trás e o da frente era mais lama do que borracha. Por volta do km 10, tinha dado inicio a uma descida “perigosa” (não havia descidas seguras), quando passa por mim um atleta em grande estilo... mas que exagerou um bocado na velocidade porque o rapaz apesar de ter uma boa bike, não conseguiu evitar uma queda aparatosa na parte final da descida. Prontamente desmonto e pergunto se precisava de ajuda, a expressão de dor na cara do rapaz diz tudo, tinha as canelas muito mal tratadas e pelos vistos teve muita sorte em não ter uma fractura.

Entretanto, chegaram mais dois colegas para ajudar, mas curiosamente eu era o único com telemóvel para chamar o SOS. Depois de esperar uns bons 20 minutos pelo carro da Organização, já estava mais que congelado e as pernas pareciam dois blocos de gelo.

Durante os 20 minutos de paragem, tinham passado por nós um número considerável de atletas, pelo que me decidi manter com os dois indivíduos que também tinham parado para ajudar. O número de atletas em pista era cada vez menor o que obrigava a uma atenção redobrada à sinalização precária do percurso.
De três passamos a dois, o outro jovem foi ficando para trás e depois o meu colega (um homem já com idade para ter juízo) deu uma das quedas mais artísticas que já tinha visto ao vivo. Numa descida (também com lama), ao sentir a bicicleta a fugir fez o que se deve fazer, afastar o corpo da bicicleta e deixar-se ir... neste caso fez um verdadeiro slide na lama com 180º de rotação, ainda foram uns bons metros e o facto de não existirem pedras ou raízes ajudou para o espectáculo. Tínhamos artista, quando for grande quero aprender a cair assim...

Depois de alguns kms, foi a minha vez de ir ficando para trás, o meu colega artista tinha outro andamento... pelo que me mantive no meu ritmo sem exageros. Pelo caminho começava a encontrar inúmeras baixas “mecânicas”, correntes partidas, cabos de mudanças... etc.. (nesta fase do campeonato já ninguém tinha travões, pelo que não é considerado como avaria mecânica... é um mal comum).

No final duma subida, um veterano pergunta-me se eu tenho uma chave para afinar os travões. Mas quais travões ? (pensei eu...) Isto era uma pandemia de gripe dos travões, não havia afinação possível. E este pessoal não traz ferramentas? Pesam muito ? Ou não querem sujar as ferramentas ?
Enfim, lá estive com o “jovem” a tentar resolver o problema...”excesso de lama”.

Apesar da média não ser a melhor, lá consegui chegar ao primeiro abastecimento (25 kms).
Parei o tempo suficiente para reabastecer de água, fruta e alguns cubos de marmelada. Parar por muito pouco tempo que seja, significava um arrefecimento imediato, estava encharcado e o equipamento que tinha levado não era o melhor para o frio/chuva.

Ao longo do percurso, reparei num facto que me deixou surpreendido pela negativa, para quem pratica um desporto “Amigo do Ambiente”, estes BTTistas deviam ter um pingo de vergonha nas trombas. Então não é que deitam garrafas de água e invólucros das barras energéticas para o chão. Isto era ainda mais evidente nos primeiros kms a seguir aos abastecimentos. Custa muito colocar os papéis no bolso ? Ficam com peso extra ?
Como em todas as comunidades, basta duas ou três ovelhas ranhosas para dar fama ao grupo, espero que estes porcos sejam uma minoria e que de futuro sejam desclassificados das provas por comportamento incorrecto.

Enfim, adiante...
Os trilhos tinham melhorado bastante e conseguia-se rolar em algumas zonas... o tempo permanecia fechado e com chuva irregular. A determinada altura do percurso chego à zona costeira, fiquei satisfeito por ver o mar...agora é seguir para Sul até à Foz do Arelho.

Muito dos kms feitos eram agora realizados a “solo”, não havia muito pessoal nesta fase do percurso e a sinalização do percurso era muito fraca... por vezes as pequenas fitas tinham caído das canas ou ramos e foram muitas as vezes que fiquei com dúvidas sobre o caminho a seguir... felizmente os trilhos das rodas eram bem visíveis.

Chegava ao Check Point em que se separavam os Homens dos Miúdos, à esquerda percurso para os 50 kms e à Direita percurso para os 90 kms.

Desmontei... falei um bocado com o “Staff”, iam fechar o percurso dos 90 kms dentro de 5 a 10 minutos... quem se sentisse em condições ainda podia seguir para a Direita.
Olhei para o meu relógio, vi a minha média... quando perguntei pelo estado dos trilhos, disseram que daqui para a frente era sempre a rolar, é sempre a andar em frente (por momentos lembrei-me das piadas do Gato Fedorento...)... mas que os últimos kms estavam cheios de lama. (Óbvio...).

Hum..., enquanto tentava decidir qual o caminho a seguir fiz uma critica “construtiva” sobre a sinalização do percurso. Responderam algo do estilo: “Pois nós tínhamos colocado Cal e tudo no chão para sinalizar melhor o percurso...”.
Fiquei parado a olhar para o Homem a tentar perceber se ele estava a gozar comigo ou não. Não me pareceu que ele estivesse a brincar... ninguém se riu. Decidi não responder...

Olhei outra vez para o relógio... tinha todas as razões lógicas para fazer apenas os 50 kms, estava cansado, com sono, com frio e tinha uma dor nas costas que piorava a cada km que passava.
Pelas contas que fiz na altura, deveria fazer cerca de 10 horas para concluir os 90 kms... e aquela resposta da Cal deixou-me cheio de confiança para atacar os 90 kms numa corrida contra o relógio.

Tinha chegado um grupo... virou tudo para a esquerda, apenas dois seguiram para a direita e eu não fui um deles. Segui a ritmo lento, nem tentei sequer apanhar o grupo que seguia à minha frente, estava ainda a pensar se tinha tomado a decisão correcta...
Sem stress... aproveitei para descontrair as pernas até às Caldas... pelo caminho ainda apanhei um Veterano que estava a curtir uma de solitária já a alguns kms. Concluímos os últimos kms na conversa sobre os tempos da Tropa no Montijo e as provas de BTT que já tinha feito. Afinal não era o único a criticar a sinalização... o percurso estava mesmo mal sinalizado.

Chegada às Caldas... desmontei e as minhas costas agradeceram-me por não ter feito os 90 kms. Como havia uma fila enorme para lavar as bicicletas (2 mangueiras apenas), resolvi ir fazer uns alongamentos às pernas...
E porque é que eu estou a falar nisto, porque devo ter sido o único cromo a fazer alongamentos no final da prova. Ninguém faz alongamentos no BTT ? Um gajo que faça alongamentos é roto?
Portanto, corta-se a meta, desmonta-se da Bike e ficamos 20 minutos em pé a arrefecer enquanto se está à espera para lavar a bike?

É claro que há uns “prós” (vulgo cromos), que deixam as bikes com os juniores da equipa e dizem : “Pá, chavalo fica aqui e lava-me a bike enquanto eu vou tomar banho...” e os miúdos até ficam contentes porque ficaram responsáveis pela bike do fulano.
Passando isto para uma prova de Orientação, seria: “Pá, chavalo fica aqui e lava-me os ténis enquanto eu vou tomar banho...”.

Bem, avante...depois de ter trocado dois dedos de conversa com o Rui sobre a prova e a sua Aventura no Brasil (outra prova, outro nível...), coloquei-me na fila para lavar a bike, por esta altura já tremia de frio por todos os lados, quando acabei de lavar a bike e cheguei finalmente ao carro já devia estar roxo e pouco faltou para começar a ver elefantes cor-de-rosa...

Ao entrar nos balneários, passei por um espelho e consegui distinguir o branco dos olhos. Diga-se de passagem que foi a primeira vez que tomei duche totalmente vestido com um impermeável... sentia-me uma pescada a descongelar. Duche tomado e era altura de atacar o almoço.
Depois de encher o estômago com esparguete à bolonhesa, o conforto do carro era um alivio... a minha única preocupação agora era em não adormecer ao volante, rádio em altos berros e ala que se faz tarde... para o ano há mais e agora venha a Ori-BTT em Sintra.
CDAMS

quarta-feira, novembro 02, 2005

CP NATURA TROPHY - 29 de Outubro 2005


Gare do Oriente, 08:00 da Matina e lá estava o pessoal a chegar à estação para embarcar na próxima Aventura...
Desta feita, o CDAMS conseguiu reunir duas Equipas, constituídas pelos seguintes elementos:

CDAMS A: Miguel, Cristina, Hugo e Tânia
CDAMS B: Nuno, António Filipe, Nelson e Marisa.

Como é óbvio, um “gathering” deste calibre não passa despercebido, então a Organização decidiu convidar uma Equipa de VIP’s ( Rui Unas e mais dois Vips) para tentar ofuscar a nossa presença. E para animar a festa foram buscar uma Equipa Fictícia composta por 3 elementos e mais um Revisor Fictício (vulgo pica). Diga-se de passagem que o Pica era o único “Palhaço pago” com alguma piada, aliás, o leitor mais atento irá identificar no texto desta crónica alguns termos de bom Português com origem no nosso “Pica”.

Para grande supresa minha, o meu Amigo Avelar também acabava de chegar à estação com a sua equipa. Como o Avelar é mais vocacionado para as futeboladas, nunca pensei que ele se aventurasse nestas coisas dos “trekkes”. Apanhado de supresa, foi calorosamente recebido com um valente encontrão seguido de uma valente palmada nos costados para ver se acordava de vez...

Depois de realizar o “Chequinho”, este “cocktail” de 10 equipas e figurantes, formavam assim a lista de passageiros para o Expresso do Oriente – Monte Novo de Palma.

All a bord…. e o nosso comboio iniciava a sua marcha, durante a viagem foi servido um bom pequeno-almoço, com direito a algumas mordomias a que não estamos habituados, “café ou chá” ? O nosso Presidente como é óbvio não resistiu aos Pastéis de Nata.

Na foto podemos observar o interior das carruagens

Com o “Pica” e a equipa fictícia a animarem as carruagens com mais ou menos piada, lá entrámos na Margem Sul...

"Mas o que bem a ser isto? Bamos lá a mostrar os Bilhetes..."

O Miguel aproveitou para confirmar que o carro ainda se encontrava estacionado à porta de casa e o Nelson viu o Pinhal Novo passar junto à sua janela.
Estávamos a chegar ao nosso destino, a paisagem natural do Estuário do Sado com patos, cegonhas, sobreiros, zonas com Pinheiros Mansos e a vastidão dos campos que rebentavam de verde captavam agora a nossa atenção.

António e Nuno a planear a táctica para a prova...


Chegada à Estação de Monte Novo de Palma

Após sermos gentilmente recebidos pelo Administrador da CP (como é bom ser VIP), o Professor Eugénio Sequeira Presidente da LPN (Liga para Protecção da Natureza) sensibilizou os atletas presentes para os problemas ambientais bem como para as dificuldades das “Entidades Não Governamentais” que lutam pela conservação do ambiente. Um discurso informal que mereceu a nossa total atenção enquanto os Chefes de Equipa recebiam formação sobre GPS.

Um dos Objectivos deste Evento, é a sensibilização do público para os impactos da prática do turismo, fomentando a adopção de comportamentos ambientalmente sustentáveis, através do uso da bicicleta e dos percursos pedestres como meios de descoberta das áreas naturais.

Uma vez que o CDAMS, se revê nos princípios e objectivos apresentados pela LPN, não podemos deixar de recomendar uma visita ao site da LPN(www.lpn.pt) para ficarem a conhecer as diferentes actividades e projectos desta nobre Organização.

No final, e citando o Presidente da LPN: “É necessário o envolvimento das pessoas nos problemas ambientais”.


FASE 1 – Monte Novo de Palma → Abul
Percurso pedestre em orientação com GPS
Distância: 4,1 kms


Assim que os Chefes de Equipa regressaram da Formação de GPS, deu-se inicio à Partida de um evento que se pretendia mais “Educativo” do que “Competitivo”. É claro que isso não impediu que todas as equipas dessem inicio à prova em passo de corrida (excepto os VIPs claro). A equipa CDAMS B, também conhecida por “COAMS B”, não deixou os seus créditos por mãos alheias e colocou-se de imediato na frente do pelotão.

Equipados com GPS, Mapa e apenas 4 CPs para realizar, a Orientação na zona do Estuário do Sado deveria ser mais do que simples mas isso não impediu que realizasse duas leituras erradas do mapa ( a tradição ainda é o que era...). Felizmente, o Miguel estava atento ao GPS.
Utilizando os caminhos disponíveis e a ritmo de passeio, íamos observando a Fauna e Flora do Estuário do Sado, com os grupos de Cegonhas indiferentes à nossa passagem a nossa principal preocupação era evitar em pisar algo vivo(Lagostins) ou algo proveniente de um animal vivo.


FASE 2 – Abul → Murta
Percurso de canoa em orientação GPS
Distância: 3,1 kms


Depois de evitar algumas verdadeiras “minas” terrestres, conseguimos chegar a “Abul”, zona de transição para as Canoas insufláveis. As equipas mais rápidas já se encontravam dentro do Sado. Enquanto vestíamos os coletes salva-vidas reparámos que o vento estava cada vez mais forte pelo que não havia muito tempo a perder, devidamente equipados foi entrar para dentro da Canoa e começar a dar aos braços.

Travessia do Sado em Canoas Insufláveis...

Ao inicio a principal dificuldade foi a coordenação com a minha Maria, de qualquer das formas estávamos a andar para a frente o que até não era mau de todo e até íamos “relativamente” perto do Miguel e da Cristina.
Com um percurso de 3,1 kms pela frente, pensava eu, que aquilo não ia demorar muito ( a ingenuidade tem destas coisas...), mas parece que o vento começou a “bombar” com força e aquilo não parecia um rio, parecia mais alto mar . Olhava para a Canoa do Miguel e eles estavam cada vez mais afastados ou era eu que me estava a afastar ?

A meio da travessia do Sado, o passeio começou a transformar-se num verdadeiro pesadelo, o vento estava realmente forte, a canoa parecia um barco de papel ao favor do vento, a minha Maria e eu estávamos exaustos, estávamos à mais de duas horas dentro de água e não estávamos a avançar, pelo contrário, estávamos cada vez mais longe do objectivo e cada vez mais perto de Setúbal.

Comecei a ficar seriamente preocupado, o risco de nos virarmos era cada vez maior, já não tínhamos condições para sairmos dali sozinhos. Enquanto “tentava” manter a canoa contra o vento procurava as embarcações a motor... fizemos sinal e gritámos por ajuda.... Depois de uns longos minutos de espera, tinha chegado a nossa boleia, felizmente a organização tinha começado a retirar todas as equipas de dentro de água, com as condições climatéricas actuais era impossível chegar à outra margem.
Ao chegar à praia, nunca me senti tão aliviado por sentir a areia debaixo dos meus pés.
Este episódio(felizmente com final feliz), obrigou-me a reflectir sobre a importância da segurança e se teria sido boa ideia em levar a minha Maria para esta prova.


FASE 3 – Murta → Herdade de Montalvo
Percurso em bicicleta (BTT)
Distância: 7,2 kms


Depois de largar os coletes era altura de agarrar numa BTT, depois de tudo o que se passou dentro de água, o nosso pensamento era só em chegar à Herdade do Montalvo, trocar de roupa e ir almoçar.

Para este percurso, esperava encontrar caminhos de terra batida, ideais para ver a paisagem e “rolar” tranquilamente até ao almoço (outra vez a ingenuidade a fazer das suas ). O que encontrámos foram caminhos de lama e areia, que foram feitos de forma penosa e só conseguiram aumentar a nossa ansiedade em chegar ao fim do “passeio”.
Na altura comentei: ”Bem pelo menos não são as nossas bicicletas a andar na lama...”. 24 horas depois iria “engolir” estas palavras.

Superadas as dificuldades, chegámos finalmente à Herdade do Montalvo, a equipa do CDAMS B já estava à nossa espera para o Almoço.

Miguel na Herdade do Montalvo...

Depois de entregar o material à organização e tomar um belo banho de mangueira ao ar livre era tempo de atacar o almoço, finalmente....
(Nota de rodapé: Os nossos agradecimentos à Senhora da Lavandaria pela sua simpatia e ajuda prestada...)

A ementa era variada, mas com a fome que tínhamos qualquer iguaria marchava, o importante foi reunir as equipas à mesa e falar sobre as peripécias do dia.
Depois de matar a fome e de ter abusado num “mix” de sobremesas, tinha chegado a altura de fazer a entrega de prémios.
Apesar de não se tratar de uma prova competitiva no verdadeiro sentido da palavra, era importante recompensar as equipas que tinham lutado pelos primeiros lugares.

A equipa CDAMS B (António Filipe, Nelson, Marisa e Nuno), representados na foto da esquerda para a direita, ficou classificada num excelente 3º lugar.
Equipa CDAMS B com o 3º Lugar

Como troféu, receberam das mãos do Presidente da LPN, um pequeno Pinheiro representativo da mensagem ecológica do Evento.

Troféu conquistado pelo CDAMS B

Os Parabêns à Equipa B, sem dúvida um resultado notável que se espera vir a repetir ou até melhorar em futuras edições.

A equipa CDAMS A foi desclassificada tal como todas as outras equipas que foram rebocadas pelas lanchas da organização, ou seja, quase todas.

Após a entrega dos Prémios às restantes equipas, inclusivé um prémio “simpatia” à Equipa VIP ( dois VIPs até o eram...), foi altura de apanhar o autocarro até à estação de Alcácer do Sal aonde nos aguardava o nosso conhecido comboio, desta vez com destino à Gare do Oriente em Lisboa.

Mais um lanche a bordo, mais uns pastéis de nata e vinho do Porto (esta prova foi feita à medida do nosso Presidente...), tudo devidamente acompanhado com a distribuição de lembranças e revistas/panfletos com actividades e alguns passeios de interesse ambiental. No final da viagem, ficou no ar a intenção de se realizar para o ano um destes passeios de carácter ambiental.

E pronto, a chegada à Gare do Oriente assinalou o final da nossa viagem Ecológica. Seguiram-se as despedidas da praxe e agora venha a próxima...

Como dizia o outro: “Não percam o próximo episódio, porque nós também não...”

CDAMS

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